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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Busca de emprego: quatro dicas de como usar as redes sociais

Especialista ensina como algumas mudanças podem gerar excelentes resultados para quem está a procura de trabalho.

O CEO e co-fundador da empresa de investimentos Venturocket, Marc Hoag, decidiu, há cerca de dez anos, que se dedicaria a ser alguém voltado a transformar o mundo em um lugar mais produtivo. Desde então, o executivo tem criado teses e dicas voltadas a ajudar os profissionais nos mais diversos momentos de carreira.

Em um recente artigo no Mashable, Hoag deu conselhos para uma situação que, segundo ele, tende a tornar-se cada vez mais comum: a busca por um emprego a partir da internet. Hoag cita que estudos recentes indicam que a maioria das companhias já acessa alguma rede social para buscar informações sobre possíveis candidatos a uma vaga de emprego e quase 80% delas dão uma olhada no perfil online dos profissionais, antes de chamá-los para uma entrevista pessoal.

A partir dessa constatação de que os profissionais são cada vez mais vigiados na internet, o especialista dá quatro dicas para quem quer ter sucesso na hora de procurar um emprego - ou ser procurado por um possível recrutador -, utilizando as redes sociais.

1. Ajuste sua imagem real às redes sociais

Para Hoag, as pessoas costumam esquecer que o perfil que elas mantêm no LinkedIn, Facebook, ou em qualquer outra rede social representa uma espécie de cartão de visitas. Assim, não adianta imaginar que um potencial recrutador não vá desclassificá-lo para o cargo, por conta de um comentário racista ou por uma postura inadequada na hora de escrever uma mensagem no Twitter sobre seu atual empregador.

"Tudo o que você posta, tuita ou comenta está sendo gravado e será usado contra você", brinca o CEO da Venturocket.

2. Mas mostre alguma personalidade

Ser cuidadoso demais nas redes sociais também pode ser algo negativo. Não é porque as pessoas devem evitar colocar fotos comprometedoras ou comentários inadequados que um recrutador espera que elas fiquem completamente caladas nas redes sociais. "Um empregador estará buscando um candidato que seja social e extrovertido, que demonstre capacidade de relacionamento e de comunicação", pontua. Ainda segundo ele, as empresas priorizam pessoas que demonstrem caráter e algum tipo de liderança. "Seja forte, opinativo, seja único", acrescenta.

3. Multiplique as chances de ser encontrado

Não adianta só ter um perfil adequado nas redes sociais. Quem busca um emprego precisa ser encontrado na internet. Para isso, o profissional deve inscrever-se no máximo possível de redes sociais e, de preferência, participar delas para que suas opiniões possam ser vistas na hora em que um recrutador buscar um assunto na web.

4. Conecte-se às empresas nas quais gostaria de trabalhar

"Não tenha medo de, forma pró-ativa, tentar fazer contato com a empresa que você está cortejando", afirma o especialista. Para isso, o profissional deve seguir a companhia no Twitter, virar fã dela no Facebook, entre outros. A única ressalva, segundo Hoag, é em relação ao LinkedIn, pois ele considera que as pessoas não costumam gostar de ser contactadas por profissionais que não conhecem, por meio dessa rede social.

"Mas ninguém disse que você não pode participar de comunidades e grupos no LinkedIn no qual terá a chance de se conectar com essas pessoas [que o interessam profissionalmente]", complementa.





Fonte: http://olhardigital.uol.com.br

domingo, 17 de julho de 2011

Deficientes físicos: a conquista da independência por meio da tecnologia

Na terceira matéria da série, conhecemos mais alguns produtos para facilitar a vida daqueles que têm necessidades especiais.


Dinheiro é um assunto delicado e muito pessoal - todo mundo sabe disso. Mas como ficam as pessoas com necessidades especiais?! Hoje, algumas instituições se empenham para oferecer soluções para que pessoas com qualquer tipo de deficiência tenham sua independência financeira. "Nossa preocupação é trazer comodidade e segurança para essa acessibilidade ser de forma natural e cada vez mais similar ao que nós temos para as pessoas que não possuem nenhuma deficiência", conta Luca Cavalcanti, diretor de canais digitais Bradesco. 

Há soluções simples e outras sofisticadas. Este software de leitura pode ser usado para navegar pela internet. Não são recursos novos: o software já é oferecido gratuitamente aos clientes há mais de 10 anos.

Para aqueles que perderam os movimentos dos membros superiores, entra em cena o "mouse visual". Ele funciona através de movimentos do rosto e da boca."Ele funciona para inclusão também em toda navegação em site disponíveis, porque, na verdade, ele funciona como um mouse", conta o diretor.

Há pouco mais de três meses, o programa de leitura de tela ganhou versão para o celular. Funciona igualzinho ao do computador: permite, além de acesso à conta, mobilidade e total liberdade ao usuário. "Um deficiente visual, quando recebe um extrato em casa, ele não lê. Ele deve confiar em alguém que lhe dite aquela leitura e diga qual é o saldo dele. O nosso extrato para deficiente visual é em braile, ou seja, ele mesmo lê", conta Luca. 



Desde 2005, os caixas eletrônicos podem ser usados pelo áudio: o usuário conecta um fone de ouvido e escuta as instruções. A senha é substituída pela leitura biométrica da palma da mão. Mais recentemente outra novidade foi lançada. Agora, muitos caixas eletrônicos estão preparados também para atender melhor os deficientes auditivos através de uma linguagem específica. A mesma função está disponível no site do banco para abertura de novas contas."Quando ele se loga, ele pode se identificar como uma pessoa com deficiência auditiva, então, vai clicar numa tecla e vai surgir uma imagem de uma pessoa explicando como ele deverá usar aquele sistema através das libras", conclui o diretor. 

O Instituto Laramara, também conhecido como Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, também oferece uma gama de produtos para facilitar a vida daqueles que têm baixa visão ou sequer podem enxergar. "Eu diria que a tecnologia hoje é essencial no processo de inclusão e acessibilidade e autonomia das pessoas cegas ou com pouca visão", comenta Beto Pereira, consultor de inclusão e acessibilidade do Laramara. 

São mais de 200 produtos oferecidos, dos quais 90% são importados. Três se destacam entre os mais procurados. A Linha Braile transmite para esta barra tudo o que está escrito na tela do computador. A solução é indispensável para que o deficiente visual tenha contato com a gramática e possa até aprender outros idiomas através da internet.

As impressoras braile também representam um importante objeto de inclusão. Daqui já saíram mais de 600 unidades como esta, que fazem parte de um projeto do governo federal. Por último, olha o que faz o Pearl: através de uma câmera com reconhecimento de texto, o aparelho fotografa e reproduz tudo o que estiver escrito em qualquer documento para que o cego tenha acesso à informação instantaneamente. São necessários menos de 5 segundos para que uma página seja totalmente reconhecida e transformada em voz.

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